Por
Júlio César Manso - 22 de novembro de 2001
Alexandre Silveira Finazzi é um matador. Nasceu para fazer gols e para
jogar futebol. Nessa entrevista exclusiva ao Fortaleza.Net, o artilheiro tricolor
conta a sua história.
Começou novo, no Guarani de Campinas, mas parou durante quatro anos para
estudar Engenharia Civil na PUC. Voltou num jogo treino e arrebentou. Fez três
gols em 25 minutos e ganhou a confiança de Carlos Alberto Parreira, então
treinador do São Paulo, clube onde ele permaneceu por 4 meses e não
teve muitas chances. "O Parreira foi demitido uma semana depois que eu
acertei com o time". Dispensado, Finazzi jogou no interior e em Minas,
até ir para o Novo Hamburgo, onde quase parou de jogar definitivamente.
Oito meses de salários atrasados levaram Finazzi a refletir sobre seu
futuro como atleta. Quando já estava decidido a voltar aos estudos, participou
de um jogo em São João da Boa Vista, cidade natal, e em seguida,
foi convidado pelo então técnico do Goiânia, Mirandinha
(ex Fortaleza), a jogar pelo clube goiano. Foi o impulso que faltava para a
carreira. Evangélico, credita o sucesso à confiança que
tem em Deus. Comemora seus gols com mensagens bíblicas e costuma distribuir
camisas entre os torcedores com o nome de Jesus. Já jogou em vários
times entre eles Gama, Vila Nova e Sochaux, clube da Primeira Divisão
na França. A vontade de jogar no Fortaleza era tanta que o artilheiro
comprou o passe do Goiânia porque não foi liberado. E é
no Tricolor de Aço que Finazzi está enriquecendo seu currículo.
Com uma excelente participação no Brasileiro, ele é o artilheiro
da equipe e já se transformou num verdadeiro ídolo. O assédio
é tanto que ficamos quase uma hora esperando pelo craque. Era a fila
dos autógrafos e entrevistas. Mas valeu a pena. Finazzi é ótimo
jogador e uma excelente pessoa. Dentro do seu próprio carro nos atendeu
com muita educação numa entrevista que durou 40 minutos.
Fortaleza.Net: Faz um histórico da tua carreira
Finazzi: Comecei no Guarani de Campinas (91 e 92), onde estive durante dois
anos nos juniores. Era reserva do Amoroso, não jogava muito, entrava
só nos 15 minutos finais. Aí minha família me pressionou
pra eu parar de jogar futebol. Tentei estudar e jogar no Guarani simultaneamente,
mas não consegui. Aí parei. Fiquei quatro anos estudando Engenharia
Civil na PUC de Campinas. No 4º ano, fui fazer um teste em Outubro de 96
no São Paulo, onde o treinador era o Parreira. Num jogo treino contra
o Garça, o jogo estava 2x1 e eu entrei no lugar do Aristizábal,
fiz três gols em 25 minutos e o jogo terminou 5x1. E isso teve uma divulgação
grande na imprensa paulista, em rádios, jornais. Eu aproveitei essa situação
para voltar a jogar futebol. Porque um atleta ficar quatro anos parado, depois,
voltar a jogar com 23 anos, é muito difícil. Então, aquela,
era minha última chance. Eu tive que optar, parei de estudar, tranquei
a Faculdade no 5º ano e voltei a jogar futebol. Fiquei quatro meses no
São Paulo, não tive muita sorte porque uma semana depois desse
teste, o Parreira foi demitido e depois fui mandado embora. Fui para o Botafogo-SP
em 97, Rio Branco de Andradas-MG no final de 97, depois para o Rio Grande do
Sul jogar no Novo Hamburgo, onde fiquei até setembro de 98. Eu fiquei
sem jogar os últimos três meses de 98. Fui bem no Novo Hamburgo,
fiz boas partidas, mas fiquei oito meses sem receber salário, isso foi
uma decepção para mim dentro do futebol. Eu tava um pouco desanimado,
pensando em parar e voltar a estudar. Foi quando o Mirandinha, aquele que jogou
Palmeiras e Fortaleza, dentre outros times, assumiu o Goiânia e me levou
para lá. Em Goiás, apesar das maiores forças serem Vila
Nova e Goiás, eu fui o terceiro artilheiro do campeonato. Isso no primeiro
semestre de 99. No segundo semestre eu fui para o Gama, quando eu joguei ao
lado do Mazinho Loyola (hoje no Fortaleza) e depois retornei para o Goiânia
em 2000, onde joguei durante o primeiro semestre. Depois fui vendido para o
Sochaux, time da 1ª Divisão na França. Depois voltei para
o Goiânia e de novo, pela terceira vez seguida, fui artilheiro do time
no estadual. Só que quando o Goiânia foi eliminado, eu fui para
o Vila Nova porque o regulamento permitia que as equipes finalistas contratassem
dois jogadores das equipes eliminadas. Então, o Vila me levou. E depois
de cinco anos sem títulos, o Vila Nova foi campeão goiano, eu
tive a felicidade de fazer o gol na final. E agora estou aqui no Fortaleza.
Comprei meu passe do Goiânia já que eu tentava vim pra cá
e sempre o Goiânia não liberava.
Fortaleza.Net: E os títulos e artilharias que
você conquistou?
Finazzi: Não foram muitos. Minha carreira, apesar dos 28 anos, não
é cumprida, exatamente pelos 4 anos que fiquei parado. Esses 4 anos que
eu fiquei parado sim, ganhei muita coisa (risos). No amador, eram dois campeonatos
por ano e acabei sendo artilheiro sete vezes e campeão seis vezes. Mas,
lógico, isso não se compara com o profissional. Eu fui artilheiro
no Goiânia durante três temporadas e terceiro artilheiro do Campeonato
Estadual. E na equipe do Sochaux, eu joguei metade da temporada e o time foi
campeão da Segunda Divisão no final. Dei minha contribuição.
Fortaleza.Net: O contrato com o Tricolor vai até
quando?
Finazzi: Até julho de 2002.
Fortaleza.Net: Procede a informação de
que a interesse de clubes estrangeiros pelo futebol do Finazzi?
Finazzi: Eu ouço muito isso. Se eu parar para pensar todos os países
que já me disseram que tem gente interessada, dá mais de 10. Eu
estou bem acostumado com isso. Empresário tentando fazer um bom negócio,
tem muito. Eu já vivi essa expectativa várias vezes, principalmente
quando eu tava no Goiânia, e eu sei que tem muita especulação.
É claro que pode acontecer algum negócio, mas uma coisa eu posso
afirmar: eu tive a experiência de morar fora do Brasil, eu sei como é,
e se você for comparar a forma que uma pessoa vive lá fora com
nós vivemos aqui em Fortaleza, uma cidade que eu e minha família
gostamos muito, pensamos em morar aqui quando eu encerrar a carreira, minha
mulher gosta muito de praia, então devido a isso, eu só saio do
Brasil se for realmente algo que deixe a minha vida bem tranqüila. Se for
bom para mim, o Fortaleza vai ganhar algum dinheiro também, mas por enquanto
não tem nada de concreto, só especulação.
Fortaleza.Net: Você tem interesse em continuar
no Fortaleza para participar do histórico Tricampeonato em 2002?
Finazzi: Tô sabendo que o último Tri faz tempo. Meu interesse em
permanecer aqui no Fortaleza é ficar até o fim da carreira e depois
morar aqui. Do fundo do coração. Quando o Rochinha (José
Rocha, diretor de futebol) foi me buscar no aeroporto, eu disse para ele: 'olha
Rochinha, eu não conheço a cidade, meus pais conhecem, mas a minha
primeira preocupação é ir bem e agradar'. Então,
eu tenho muita vontade de ficar aqui. E garanto para vocês. E eu vou ser
bem sincero com vocês: no dia que eu tiver alguma proposta, eu vou sempre
conversar com o Fortaleza primeiro. O Fortaleza nem vai precisar igualar propostas.
Vamos imaginar que algum time ofereça uma quantia, bastará o Fortaleza
chegar a metade ou a uma certa porcentagem. Sem nem pensar eu fico aqui. Só
saio se for alguma coisa bem superior, algo que não tenha comparação.
Agora, eu quero ficar bem, fazendo gols, agradando todo mundo.
Fortaleza.Net: A Primeira Divisão é um
sonho que pode se tornar realidade?
Finazzi: Não é sonho não, mas eu acho que é bem
difícil, talvez mais difícil do que algumas pessoas pensam. Aqui
todo mundo conhece a força do Fortaleza, do mesmo jeito, em Caxias do
Sul, por exemplo, todo mundo conhece a força do Caxias, assim como em
Belém o Paysandu, o Náutico em Recife. Todo mundo pensa que seu
time tem mais qualidade. Quer outro exemplo? O Vila Nova achava que já
tinha subido, só porque nós ganhamos o campeonato goiano. E o
Vila só conseguiu fugir do rebaixamento nas últimas rodadas. Então,
a dificuldade é grande, eu conheço as outras equipes. Mas sem
demagogia eu acho que o Fortaleza tem time para subir pra Série A e disputar
um bom campeonato ano que vem.
Fortaleza.Net: O que está faltando no Fortaleza
em comparação com outros clubes?
Finazzi: O que eu posso falar, eu não sei como é a vida financeira
do clube. Mas eu acho que pela torcida que o Fortaleza tem, pelo elenco que
possui, acho que em termos de estrutura, alojamento, campo, se tiver condição
de investir nisso, ótimo. Porque isso é importante para qualquer
clube. Veja o exemplo do interior de São Paulo, onde qualquer clube tem
um Centro de Treinamento e uma boa estrutura. Mas aqui no Fortaleza, você
vê essas obras, sinal de que estão tentando melhorar.
Fortaleza.Net: E o assédio da torcida? Já
tinha sido ídolo em outro clube?
Finazzi: Minha carreira desde 1999 tem sido muito boa, tenho feitos muitos gols
nos clubes que tenho passado e Graças a Deus fui ídolo em todos.
Com relação ao fanatismo e o assédio, é assim: no
Gama, em 99, era a primeira vez que o time fazia uma grande campanha. Então
a torcida era todo mundo de Brasília. Muita gente nos estádios,
na rua sempre cumprimentava. No Vila Nova, como eu fui campeão fazendo
o gol do título, a torcida gosta de mim até hoje. Mas não
tem nem como comparar as torcidas dos times que eu passei com a torcida do Fortaleza.
Vou falar uma coisa para vocês: eu cresci vendo que duas torcidas no Brasil
eram apaixonadas demais, Ponte e Corinthians. Eu morei seis anos em Campinas,
eu vivenciei a torcida da Ponte. E minha família era toda corintiana
e eu também tinha contato com os Gaviões da Fiel. Então
eu falava para todo mundo, 'igual a essas duas, não tem'. Só que
eu me enganei. Eu pensava que as torcidas do sul eram vibrantes, mas me surpreendi
com a torcida tricolor. Igual a essa eu nunca tinha visto. O Luciano (atacante
do Fortaleza) quando chegou ficou assustado, comentou comigo: 'pô, não
sabia que era isso tudo não'. Realmente é algo muito especial.
Falo sem medo de errar, a torcida do Fortaleza não perde para ninguém.
Fortaleza.Net: Já escutou o rap que a TUF compôs
para você?
Finazzi: Eu não tive oportunidade de escutar todo, mas o grito nas arquibancadas
(OoOoOoOoOoOoO Uh Terror Finazzi) eu gostei muito. Me arrepiei e sempre me deixa
feliz quando escuto.
Fortaleza.Net: Tem negócios fora do futebol?
Finazzi: Não. Ainda não tive possibilidade de pensar em algo dessa
maneira.
Fortaleza.Net: Você lê alguma coisa do Fortaleza
na Internet?
Finazzi: Eu vejo dois sites do Fortaleza na Net. O www.fortaleza.net eu visito
há um bom tempo, até para saber mais informações
do time. Desde quando eu soube do interesse do Fortaleza, eu visito o site.
Inclusive eu tenho um primo em São Paulo que é assíduo
visitante do site. Ele vê e me fala muita coisa. O www.fortalezaec.net
eu descobri há pouco tempo.
Fortaleza.Net: Você é Atleta de Cristo.
Fale um pouco sobre esse lado da sua vida.
Finazzi: Eu fui criado dentro da Igreja Presbiteriana em São João
da Boa Vista, interior de São Paulo. Eu tenho um tio que é pastor,
minha mãe é professora dentro da igreja. Então desde pequeno
eu sempre freqüentei, mas no tempo da faculdade eu fiquei sete anos sem
ir lá. Antes eu ia, mas é diferente você ir porque todo
mundo vai, e você ir com o propósito firmado de aprender, ouvir
e tomar uma decisão. Depois que aconteceu isso, minha carreira começou
a dar certo, que foi em 99 no Goiânia. Eu conheci minha esposa, que é
católica, mas também sempre foi muito envolvida com catecismo,
é bem ligada a igreja. Voltei a freqüentar a igreja com alguns amigos
lá em Goiânia. Depois que eu passei a viver a vida em Jesus Cristo,
minha vida deu uma guinada. Alguns dizem que foi coincidência, mas eu
nunca tive tanto sucesso e fui tão feliz na minha carreira e na minha
vida pessoal depois que tomei essa decisão. Espero que meus filhos vivam
essa vida e possam seguir os caminhos de Deus.
Fortaleza.Net: Mas você costuma freqüentar
as reuniões dos Atletas de Cristo?
Finazzi: Eu nunca freqüentei. Eu me considero porque o propósito
deles é o mesmo meu. Já li algumas revistas e uma pessoa que me
ajuda muito é o Baltazar, que é um dos fundadores do movimento
Atletas de Cristo. Eu não fui em reuniões porque nunca deu certo.
As folgas do jogador de futebol nem sempre coincidem com o horário das
reuniões. Aqui em Fortaleza eu já fui na Igreja Batista da Alvorada,
mas na reunião de Atletas de Cristo não deu ainda.
Fortaleza.Net: Tem alguém da equipe do Fortaleza
que adere ao Movimento?
Finazzi: Ao Movimento não, mas tem muitos jogadores que vão a
igrejas e participam de cultos. Quando eu cheguei aqui no Fortaleza, eu perguntei
ao Mazinho se estava tendo reuniões entre os jogadores. Ele me disse
que não, mas que ele mesmo estava se cobrando, porque precisava fazer
isso, dar uma forçada. Eu pensei, quem sabe eu vim para cá para
dar essa força? E nós começamos devagarzinho, com 5 ou
6 atletas participando. Teve uma última reunião que deu 15. E
quem costuma dirigir é o Mazinho.
Fortaleza.Net: Quem foi o teu ídolo no futebol?
Você teve alguém que te inspirou, foi uma referência pra
você?
Finazzi: Não tive ídolo atacante. Eu peguei a época do
Zico, Maradona, então foram os maiores ídolos. E eu sempre observei
vários centroavantes de características diferentes. Eu sou daqueles
que olha as qualidades, deixo os defeitos de lado. Eu acho que Romário,
Careca, Evair, Reinaldo (do Atlético-MG) foram nomes que eu me espelhei.
Um pouco de cada.
Fortaleza.Net: E hoje, o melhor centroavante do Brasil
na sua opinião?
Finazzi: Eu acho que o Romário, por tudo que fez. Não tem como
discutir. Lamento a contusão do Ronaldinho, porque com certeza, seria,
como era, espetacular. Agora tem um centroavante que jogou comigo dois anos,
ainda não é unanimidade, mas que eu acho que incomoda muito as
defesas, é o Luizão. Muito oportunista e um grande amigo.
Fortaleza.Net: E o Finazzi?
Finazzi: (risos) Estamos aí.
Fortaleza.Net: Sua opinião sobre o presidente
Jorge Mota e o técnico Ferdinando Teixeira?
Finazzi: Eu não conheço muito o presidente, mas já deu
para perceber que é um homem de palavra. Tudo que prometeu para mim,
vem cumprindo certinho. Os próprios jogadores dizem para mim que o que
ele fala, você pode confiar. O Ferdinando que me indicou para cá.
Nem sei onde ele me viu jogar. Eu não o conhecia pessoalmente, sabia
que ele era treinador do Fortaleza, e antes dele voltar alguns jogadores já
diziam coisas boas sobre ele. Agora, entre você ouvir falar e você
trabalhar, são duas coisas bem diferentes. Hoje, eu posso afirmar que
não só pelo relacionamento que eu tenho com ele, mas também
pelo que eu vejo. Por exemplo, os atletas que muitas vezes não são
nem relacionados para o banco, você percebe o respeito e a admiração
deles e de todo grupo pelo Ferdinando. Ele trata todo mundo da mesma maneira.
É um dos poucos treinadores que eu trabalhei que não é
retranqueiro, pede sempre para atacar.
Fortaleza.Net: Qual o melhor companheiro de ataque no
Fortaleza? (sem ficar em cima do muro)
Finazzi: (risos) Olha, sempre tem aquele jogador que você se dá
melhor, pensa da mesma maneira que a sua. Eu acho que todos os atacantes têm
suas qualidades, cada um com sua característica, mas com muita qualidade.
Eu até tenho preferência, mas eu não vou falar, porque é
antiético, se eu falar vai influir até no dia-a-dia. Mas eu garanto
uma coisa: com qualquer um que eu jogar, vou atuar da mesma forma, até
porque, todo mundo tem sua qualidade e eles têm me ajudado bastante.
Fortaleza.Net: E uns golzinhos em Manaus (sobre o jogo
do dia 24 de novembro de 2001 pela segunda divisão Nacional x Fortaleza)?
Finazzi: Minha preocupação inicial é com a vitória
do Fortaleza. Algumas pessoas acham que isso é demagogia, mas se eu não
fizer mais nem um gol e o Fortaleza for campeão e subir para a Primeira
Divisão, eu ficarei muito feliz. É claro, que se eu fizer os gols,
ótimo, vou estar ajudando o Fortaleza. Nesse jogo em Manaus, a preocupação
é ganhar, nem que seja de meio a zero, gol até contra.
Fortaleza.Net: O sol é um adversário ou
ele vai estar lá para as duas equipes (ainda sobre o jogo da pergunta
anterior)?
Finazzi: Eu sempre penso que é para as duas equipes. O que poderá
acontecer é um jogo que seria mais bonito num horário normal,
não vai ser.
Fortaleza.Net: Deixa uma mensagem para os forenses do
Fortaleza.Net?
Finazzi: Todo mundo aí com pensamento positivo na classificação
e com a ascensão a Série A. Sempre que desejarem, mande suas perguntas
para mim que vou responder com carinho. Estou sempre visitando o site de vocês,
e por isso, tomem cuidado com o que escrevem, estou de olho... (risos)... brincadeira.
Estou sempre acompanhando e isso serve de motivação quando recebe
elogios e quando recebe críticas a gente procura ver para melhorar sempre.
Eu vou estar sempre lutando para ajudar o Fortaleza.
Finazzi e a carreira
Melhor Treinador: O Parreira, apesar do pouco
contato, comigo foi nota 10; o Ferdinando já está entre os melhores,
pelo seu trabalho; o Luís Dário, que é bem conhecido em
Goiás. Joga para frente.
Gol Mais Importante: Individualmente, esse do
Vila Nova, que deu o título depois de cinco anos. Pessoalmente, os gols
que eu fiz no São Paulo, mesmo não tendo valor, foram importantes
para mim, deu um impulso tremendo na minha carreira; no conjunto de gols, esses
que eu fiz pelo Fortaleza, que ajudou o time na campanha.
Gol Mais Bonito: um gol feito no Estádio
Jonas Duarte, em Anápolis, contra a Anapolina. Foi lindo demais. Curioso
é que um ano antes, eu fiz um gol nesse mesmo estádio, que os
desportistas da cidade elegeram o gol mais bonito já marcado naquele
estádio.
Maior vítima: Anapolina; joguei sete vezes
e marquei 9 gols. Além disso, eu sempre jogo bem contra eles.
Nome Completo: Alexandre Silveira Finazzi
DND: 20/08/73
Naturalidade: São João da Boa Vista, SP
A opinião do treinador Ferdinando Teixeira:
"Finazzi tem dado exemplo de profissionalismo, é um homem de grupo,
um grande finalizador e muito importante para a equipe. Já tinha, inclusive,
tentando traze-lo para o Fortaleza outras vezes. É um jogador de extrema
valia para o Fortaleza, para o grupo e principalmente, durante a campanha no
Brasileiro, onde tem sido o nosso artilheiro".