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Autor: Assunto: SILAS n?o queria vir para o Fortaleza:
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enviada em 4-8-07 em 02:09 PM Responder com Citação
SILAS n?o queria vir para o Fortaleza:



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Silas n?o quis assumir o Paraná por lealdade a Zetti

BELO HORIZONTE - O ex-meia Silas, de 41 anos, que há apenas quatro se aposentou como jogador de futebol, considera a atual atividade de assistente como uma fase de transiç?o, com duraç?o ainda indefinida, mas que vai dar o embasamento para se tornar um técnico vitorioso. Ele ainda n?o se considera preparado para o desafio e, por isso, conta que recusou convite do Paraná, para assumir o lugar de Zetti, quando o ex-goleiro acertou com o Atlético-MG.


Pesou também nessa decis?o, segundo Silas, a lealdade para com Zetti. "Quando o Paraná fez o convite para eu ficar, os diretores me chamaram, todos os jogadores queriam e eu neguei o convite. Além de eu n?o estar pronto, o Zetti n?o foi para o Fortaleza porque eu n?o quis ir. Eu falei que se fosse meu casamento ficaria balançado e n?o é o que eu quero. Depois disso seria desleal eu ficar no Paraná e deixar o Zetti ir sozinho para o Atlético", contou o ex-craque do S?o Paulo, em entrevista ao Pelé.Net.

A lealdade é recíproca. Prova disso, é que para trabalhar no Atlético, Zetti exigiu da diretoria do clube mineiro a contrataç?o de Silas, o que gerou a demiss?o de Tico, ex-auxiliar de Levir Culpi, que estava comandando a equipe interinamente e que n?o escondia o desejo de continuar em seu cargo. Silas garante que n?o sentiu nenhum tipo de restriç?o ? sua presença por parte do grupo de atletas e se diz plenamente adaptado ao Galo.

O entrosamento entre Zetti e Silas, que no início de sua carreira ficou conhecido como um dos "Menudos do S?o Paulo", numa refer?ncia a um grupo musical de sucesso ? época, vai além do trabalho nos treinos e jogos. Há uma amizade entre eles e uma relaç?o de confiança. N?o é exagero dizer que o ex-meia, que disputou duas ediç?es de Copa do Mundo, está para o atual treinador do Atlético, como Jorginho para Dunga na atual comiss?o técnica da Seleç?o Brasileira.

Contemporâneos como atletas, quando os tr?s defenderam o Brasil no final da década de 80 e início dos anos 90, Silas, Jorginho e Dunga s?o amigos e se identificam nos métodos de trabalho. Para Silas, essa proximidade pode até ajudar os jogadores atleticanos a atingirem a meta de vestir a camisa da seleç?o canarinha, já que existem conversas sobre jogadores do elenco atleticano. "N?o que a gente seja a chave para a convocaç?o porque depende deles mesmo, mas uma palavra nossa ajuda", comentou.

Apesar dessa proximidade, Silas v? diferenças gritantes entre a atual equipe comandada por Dunga e o time que disputou a Copa de 86, sob a batuta Tel? Santana, da qual ele participava. Para o ex-meia, a Seleç?o Brasileira está perdendo a identificaç?o com o torcedor brasileiro. "Hoje, eu vejo que está muito fácil ser convocado e isso n?o é bom porque o torcedor n?o sabe quem é a Seleç?o. De repente tem lá um Naldo e quando aparece a imagem dele, ninguém sabe quem é", exemplificou.

Atleta de Cristo, o auxiliar de Zetti se apega ? relaç?o com Deus para guiar a sua vida dentro e fora do futebol e focar no seu objetivo de ser técnico. E é com essa fé e com a intenç?o de ajudar as pessoas que ele também participa de projetos sociais. Assim, ele já fez parte do I Gol, que ajuda a formar jovens atletas, e hoje dedica parte de seu tempo ao Game is Oover para amparar e auxiliar jogadores que passam por um momento difícil de transiç?o logo após o fim de carreira. Experi?ncia, por sinal, ainda vivida por ele.

Pelé.Net - Voc? se sente preparado para ser técnico?
Silas - O caminho para ser técnico é esse, mas preciso conviver um pouco mais com os problemas do dia-dia e as situaç?es que um treinador vive, primeiro como auxiliar para ent?o depois naturalmente acontecer o salto. Eu acho que seria bom ter mais experi?ncia até porque n?o tenho motivo para fazer diferente, mas, ?s vezes, a necessidade obriga voc? a antecipar as coisas. Aí voc? tem que pesar que clube é, se for de segunda divis?o n?o tem problema assumir com cinco meses como auxiliar. Em um clube grande, se houver um consenso entre comiss?o, diretoria e jogadores também n?o vejo porque n?o assumir essa posiç?o. O Dunga nunca tinha dirigido um clube e foi direto para a Seleç?o Brasileira. Eu acho que ele tem esse perfil, mas para qualquer outro acho que já seria difícil. N?o tenho pressa, sinto que a qualquer momento pode acontecer.

Pelé.Net - Voc? já recebeu proposta de algum time?
Silas - Quando saímos do Paraná, a diretoria me convidou para ficar, mas eu n?o aceitei até porque meu tempo com o Zetti ainda n?o terminou. Fui sondado pelo América-MG antes de vir para cá, ent?o, já aconteceram alguns convites sim. Mas n?o era o momento. Estou satisfeito como auxiliar e sei que preciso ainda de um período de preparaç?o para assumir um grupo. Quando o Paraná fez o convite para eu ficar, os diretores me chamaram, todos os jogadores queriam e eu neguei o convite. Além de n?o estar pronto, o Zetti n?o foi para o Fortaleza porque eu n?o quis ir. Eu falei que se fosse meu casamento ficaria balançado e n?o é o que eu quero. Depois disso seria desleal eu ficar no Paraná e deixar o Zetti ir sozinho para o Atlético. Além disso, estar no Atlético representa um grande salto e é um cart?o de visita forte para depois assumir um trabalho.

Pelé.Net - Assim como Zetti, Tel? Santana é uma refer?ncia para voc? como técnico ou existem outros?
Silas - O Tel? é uma unanimidade pelo que conquistou, pela forma que trabalhava, pela seriedade e pela simplicidade. N?o era um treinador cheio de invenç?es, ele gostava que fizesse o simples bem feito. Depois, no meu caso, tem o Cilinho, com quem trabalhei no S?o Paulo, um grande treinador também, um estrategista, um cara que conhecia muito de futebol e também do comportamento do jogador. Trabalhei fora do Brasil com o Parreira (Carlos Alberto) na Seleç?o antes da Copa de 94, com o Lazaroni (Sebasti?o) na Copa de 90 e com o Tel? na Copa de 86. Trabalhei com o ?nio Andrade no Inter de Porto Alegre e com Antônio Lopes no Atlético-PR. Todos foram treinadores que me ensinaram e me ajudaram muito.

Pelé.Net - Ainda como jogador voc? já desenvolvia trabalhos para formar jovens atletas, quando criou a I Gol junto com seus irm?os e alguns ex-jogadores. Isso deu a voc? experi?ncia para ser técnico?
Silas - A I Gol é uma empresa que eu fundei com meus irm?os, mas já n?o faço mais parte, porque além de formar jogadores ela também empresaria atletas, ent?o quando comecei a trabalhar como auxiliar técnico eu saí. A gente tinha um clube lá, o Primavera de Indaiatuba, que disputa a Série C e tem categorias de base e havia um trabalho com esse clube com a idéia de formar jogadores. Esse projeto me ajudou bastante porque cerca de 60%, ou até mais, dos jogadores que est?o no Atlético hoje n?o t?m mais que 22 anos. Ent?o é uma garotada bem nova, que está aprendendo e tem muito a absorver, assim como a gente tem muito a passar. Ainda há uma vantagem pelo fato de ter parado agora, posso mostrar isso dentro do campo, com vitalidade, é diferente de estar ali só falando e n?o conseguir mostrar na prática.

Pelé.Net - Voc? sentiu algum tipo de resist?ncia dos jogadores por Ter chegado para o lugar de Tico, o antigo auxiliar técnico?
Silas - N?o senti resist?ncia porque quem foi jogador conhece o comportamento e a mente dos atletas. E a principal quest?o é eles saberem quem voc? é. Após uma, duas ou tr?s semanas, eles já fazem um filme, já v?em o tipo de pessoa que voc? é, percebem o 'olho no olho' e eu tenho uma filosofia de trabalho com o Zetti e com o professor Fernando (Moreno, preparador físico) que é igual, sem diferenciaç?o, com todos os atletas. N?o existe aquela história que o time titular treina mais ou de um jeito diferente. Todo mundo trabalha igual e isso aproxima muito o atleta. E está sendo muito bom esse relacionamento.

Pelé.Net - Como v? o atual trabalho desenvolvido na Seleç?o Brasileira?
Silas - Acho que só está sendo prejudicado pelas aus?ncias do Ronaldinho Gaúcho, do Kaká, do Zé Roberto e até do Dida. Isso vem influenciando de uma forma bem direta porque era a base da Copa do Mundo e o remanescente para essa Copa América. A presença deles daria muita força. Eu acho que foi uma atitude parcialmente incorreta do Kaká, do Zé Roberto e do Ronaldinho. N?o era o momento, na idade em que eles est?o, de pedir dispensa da Seleç?o Brasileira porque eu joguei na seleç?o entre amadora e profissional quase dez anos e jogaria 20 se pudesse. Passa muito rápido. É um tempo muito gostoso e é onde todo jogador quer estar. Agora o Dunga está tendo que testar jogadores na Copa América numa Seleç?o em que a exig?ncia, a cobrança e a press?o de fora s?o muito grandes.

Pelé.Net - Como é sua relaç?o com o Dunga e o Jorginho?
Silas - Jogamos muito tempo na Seleç?o. Com o Jorge a minha relaç?o é quase de irm?o porque ele é presidente dos Atletas de Cristo e eu sou vice-presidente. Quando o Dunga o convidou para trabalhar na Seleç?o ele estava passando férias lá em casa. Foi um momento de celebraç?o muito grande porque tinha muita gente na fila, inclusive o Zetti era um dos cotados para ser auxiliar, Ricardo Rocha também e tantos outros ex-atletas. Ficamos muito felizes quando o Dunga o escolheu e é bom porque qualquer notícia do Atlético que precisa ele liga para a gente: 'Me fala de fulano para a seleç?o de base, me fala de fulano para a seleç?o principal'. Falamos dos atletas, como eles s?o e eles confiam mesmo e amanh? ou depois pode acontecer. N?o que a gente seja a chave para a convocaç?o porque depende deles mesmo, mas uma palavra nossa ajuda.

Pelé.Net - Voc? gostaria, por exemplo, de trabalhar na atual comiss?o técnica da seleç?o? V? essa possibilidade?
Silas - Ir para a comiss?o técnica da Seleç?o é como a convocaç?o para o jogador. Depende de muita coisa, é algo apenas para alguns. Voc? tem viver um bom momento e de repente acontece, mas tem que estar preparado. Ent?o, é preciso estar sempre atualizado, se preparando, trabalhando em um nível de exig?ncia alto para n?o ser pego de surpresa e eu estou trabalhando para isso, mas com muita calma e naturalidade. Eu vejo como uma possibilidade até porque eu tenho um passado na Seleç?o, sei como funciona e se for chamado vou chegar em um lugar onde já estive, em que já fui campe?o e que tenho um respeito das pessoas. E a Seleç?o deve ser o alvo de todo trabalhador na nossa área que esteja num grande clube como o Atlético, o S?o Paulo ou o Inter.

Pelé.Net - Há semelhanças entre os treinos conduzidos por Dunga e Jorginho na Seleç?o e por voc?s no Atlético?
Silas - A gente conversa muito, inclusive o Jorge falou que o tipo de treinamento que estamos fazendo é legal e iria adotar lá. Ele me passou os treinos que eles fazem também, ent?o a gente acaba se comunicando, n?o que vire um padr?o, mas difere pouca coisa. Algumas coisas mudam mais até porque o Dunga era um volante e o Jorginho um lateral, o Zetti era um goleiro e eu um meio-campo. Ent?o voc? tem uma vis?o de acordo com o posicionamento que voc? sempre teve. Para mim é muito mais fácil trabalhar meio-campo e ataque e para o Zetti é muito mais fácil trabalhar defesa e goleiro porque era a área dele. N?o que aqui a gente tenha isso como prioridade, a gente trabalha no geral, mas é mais fácil eu dar um conselho para o Tchô e para o Marcinho pelo que eu já vivi.

Pelé.Net -Na Seleç?o, como jogador, voc? foi de uma geraç?o que veio após a de Zico, Sócrates, Falc?o e Cerezo. Como é atuar numa seleç?o que faz essa transiç?o, o que está acontecendo no momento?
Silas -Eu vejo um período muito bom quando a transiç?o vem de vitória. Em 1986 eu ainda peguei o Zico, o Falc?o, o Sócrates, o Oscar, o Júnior que era a última Copa deles. Mas a gente n?o vinha de uma época vitoriosa, n?o fomos campe?es em 82, com um dos melhores times que já tivemos, e acabamos n?o sendo campe?es em 86. Ent?o em 90 sofremos muito, mas em 94 a experi?ncia já valeu a pena porque fomos campe?es do mundo. Ent?o eu vejo que se a transiç?o vem de ex-atletas com vitória é mais tranqüilo para se trabalhar. Esse time de agora perdeu a Copa, mas os jogadores foram muito vitoriosos nos seus clubes e num nível em que há grande reconhecimento aqui e no mundo todo que é Champions League, Uefa, Copa do Rei.

Pelé.Net - Certa vez voc? disse que antigamente o jogador precisava ser titular absoluto ou campe?o para ir para a Seleç?o e que hoje alguns s?o convocados depois de dois ou tr?s jogos. Observa isso na atual Seleç?o?
Silas Hoje eu vejo que está muito fácil ser convocado e isso n?o é bom porque o torcedor n?o sabe quem é a Seleç?o. De repente tem lá um Naldo e quando aparece a imagem dele, ninguém sabe quem é. Antigamente voc? falava em Seleç?o e todo mundo sabia de trás para frente quem eram os jogadores. Eu acho que está perdendo identificaç?o, porque voc? joga na Europa e as ligas t?m mais glamour e se ganha muito mais dinheiro do que numa Copa do Mundo. Ent?o eles v?o para uma Copa do Mundo, perdem e é como se tivessem perdido um torneio europeu e n?o é. O agravante é que na nossa época um zagueiro, por exemplo, era muito difícil ir para a Europa e só ia se já tivesse jogado na Seleç?o Brasileira. Ent?o, o jogador ia para fora com uma moral bem elevada. Hoje ele vai para lá e o treinador o coloca no banco como aconteceu com o Elano e com o Wagner Love, que est?o na Rússia que nem é uma Itália. O caso do Kaká é uma rara exceç?o, chegou na Itália, jogou, já se tornou ídolo e foi campe?o.

Pelé.Net - Voc? tem um trabalho com jogadores que est?o se aposentando. Como é esse trabalho e esse período de transiç?o que voc? mesmo está passando por ele?
Silas - Sou afortunado. Eu parei tem quatro anos, mas já fui para a Seleç?o de Masters e logo joguei na Europa com o estádio cheio, depois teve o show ball, que tem aquele espaço reduzido, mas sempre lotado. Ent?o para mim a transiç?o foi menos dolorosa até porque hoje eu faço o que eu gosto, eu entro no rach?o com os jogadores e trabalho com isso. Nós trabalhamos no Game is Over os dez maiores desafios da transiç?o, os principais s?o o desafio da família, financeiro e físico. Quando o cara pára de jogar ele começa a engordar e isso o deixa frustrado, ele também se sente mal porque ninguém mais o conhece, nem pede autógrafo, ent?o ele começa a arrumar coisas para fazer, faz bobagem e o casamento e o dinheiro acabam. O que ele levou 20 anos para construir em dois anos já acabou. O trabalho é feito com apostilas dizendo desafio por desafio o que ele deve fazer. Esse projeto começou há uns dez anos nos Estados Unidos e no Brasil é um braço do Atletas de Cristo e tem várias pessoas envolvidas no trabalho como o Jorginho, o Taffarel, o César Sampaio, o Dunga também recebeu a apostila.

http://noticias.uol.com.br/pelenet/entrevistas/ult4084u88.jhtm
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LeoNaRDo
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enviada em 5-8-07 em 02:08 PM Responder com Citação


É Anibal... isso deve ter ocorrido na primeira sondagem. Pq ele ainda foi pro atlético...
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égua....

que lance de baitolagem....




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